quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ESTUDOS  PEDAGÓGICOS

ANTIGUIDADE

  A educação na idade antiga teve grande importância para o desenvolvimento do homem e da sociedade. Os gregos criaram a palavra paideia (educação integral) educar corpo e alma  as ações pedagógicas influenciaram a educação do ocidente por inúmeras gerações.

   A educação grega centrava-se na formação integral corpo e espirito conforme a politica da época ou local. Inicialmente ministrada pela família. Com a criação das polis, começaram a ser criadas as primeiras escolas.

   No século IX a C. organiza-se o Estado e a educação de Esparta,que valoriza as atividades militares desenvolvendo uma educação severa e controlada pelo  Estado, a perfeição física era valorizada para que se transformasse em bons soldados e recomendava abandonar aqueles que nascessem com deficiência. Baseado nessa ideia buscavam fortalecer as mulheres para que gerassem filhos sadios.

                                           "PLATÃO, RETIRAR O OLHO DO ESPÍRITO ENTERRADO  NO GROSSEIRO PANTANAL DO MUNDO APARENTE ,EM CONSTANTE MUTAÇÃO, E FAZÊ-LO OLHAR PARA A LUZ DO VERDADEIRO SER, DA DIVINA:



PASSAR GRADATIVAMENTE DA PERCEPÇÃO ILUSÓRIA DOS SENTIDOS PARA A CONTEMPLAÇÃO DA REALIDADE PURA E SEM FALSIDADE."


CURIOSIDADE: PEDAGOGO ERA QUEM CONDUZIA O JOVEM DE UM LUGAR PARA O OUTRO.



IDADE MÉDIA  

A educação era para poucos, pois só filhos dos nobres estudavam e escola apenas para meninos. Marcada pela influência da igreja ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época.

As escolas funcionavam nas catedrais e o livro mais importante era a bíblia.

SANTO AGOSTINHO

Nasceu 13 de novembro de 354 d.c. na região norte da África e morreu 28 de agosto de 430 d.c, foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo.

Em sua teoria educacional afirmava que a educação é um caminho difícil e de muita perseverança. A educação torna o ser compromissado consigo mesmo e com os outros. 

Não basta só interpretar o mundo, pois é preciso transformá-lo, no entanto, não é o bastante conhecer, não basta falar é preciso aprender a fazer praticar, é preciso agir.

Não há boa educação nem boa formação se não estiver voltada para Deus.

Educar é um processo que nunca termina, é um processo contínuo de formação, pois o ser humano nunca estará totalmente formado e para que o indivíduo tenha uma boa educação é preciso que o professor suscite dúvida nos alunos, suscite perguntas e inquietações pelo conhecimento.



METODOLOGIAS EDUCCACIONAL 

JESUIDAS 

O Ratio Studiorum, foi o método de ensino, que estabelecia o currículo,para todas as ações educacionais dos padres jesuítas em suas atividades educacionais. Era uma coleta de regras e prescrições práticas a serem seguidas pelos padres jesuítas. Portanto era um manual prático e sistematizado.

Teve grande influência filosóficas de Aristóteles e de São Tomás de Aquino. Apresentava três opções de cursos  secundário, dois cursos superiores, teologia e filosofia. Eram constituídos por classes e graus de progresso que correspondiam ao período de um ano.

Os objetivos dos jesuítas no Brasil era ensinar o português, o ensino da doutrina cristã a escola de ler e escrever.





   Em 21 de julho de 1759, Marquês de Pombal expulsa os jesuítas do Brasil e extingue o seminário  de Belém.



Manifesto dos Pioneiros

Plano de reconstrução educacional


   A escola tem base no desenvolvimento do indivíduo. Para seu desenvolvimento integral é necessário fixar-se os princípios científicos, uma revolução na educação pública com todos seus graus e necessidades.

O sistema educacional necessita de etapas, continuidade para todos, independente de condição social.

O ensino secundário deve-se atender as necessidades unificada para toda cultura e estratificação social.

As universidades, porém, devem introduzir, no sistema as escolas de cultura especializada para as profissões industriais e mercantis equivalente as necessidades dos grupos sociais.

A escola secundária profissional adaptada para interesses profissionais e industriais dominantes, rompe com a cultura, deixando o indivíduo alienado á medida que a riqueza do homem aumenta.

O MANIFESTO DOS PIONEIROS : Tinha como proposta renovar a escola tradicional, aplicar a verdadeira função social da escola. O documento enaltece o exercício dos direitos dos cidadãos brasileiros no que se refere á educação, pública, a escola única, a laicidade, gratuidade e obrigatoriedade da educação.


   Um dos pioneiros Anísio Teixeira, dizia, que no dia que todos tiverem direitos iguais  á educação  o Brasil será uma democracia, pois é só através da educação que o ser humano se libertará, defensor da escola pública para todos, seu pensamento sobre a educação como um bem e não um privilégio para poucos, educação humanista. 




A escola Parque de Salvador em 1950: Projeto piloto de ensino integral. Fundada por Anísio Teixeira.

  


DEPOIMENTOS

Foram entrevistadas pessoas com faixa etária de 20 anos, 47 anos, 60 anos e 70 anos


A-)Com que idade você foi para a escola?

5 anos (20), 5 anos (47), 7 anos (60), 10 anos (70)

B-)Onde era sua escola? Era perto ou longe da sua casa? Com que transporte você ia para a escola?

Santo André, perto, a pé,(20)

São Paulo,Parque São Lucas,perto,a pé.(47)

Santo André, Camilopolis, mais ou menos, a pé.(60)

Murutinga do Sul, interior SP, 5 Km, a pé.(70)

C-)Era uma escola pública ou particular?

particular(20),pública(47).pública(60),pública(70)


D-)Você gostava dos professores? De qual gostava mais e por quê? De qual não gostava e por quê?

Sim.Nancy e Zezé porque eram bem alegres,gostavam do que faziam.Não gostava de uma professora mas não se lembra do nome porque não explicava cheirava cigarro e canela.(20)

Sim. Olizete, porque era atenciosa.Não gostava do professor Eliveu,matemática era bravo explicava só uma vez,tinha medo de perguntar.(47)

Sim.Ester deu uniforme não tinha dinheiro para comprar, era carinhosa, atenciosa sentava perto para ensinar tabuada. Não gostava do professor Luís era mito bravo gritava muito.(60)

Sim.Francisca porque ensinava bem era muito educada.Nenhum.(70)


E-)O que seus pais pensavam sobre a importância da educação em relação ao futuro de seus filhos?

Importante para ter uma boa profissão.(20)

Que era importante estudar para ter um futuro melhor.(47)

Estudar para ter um emprego tinha que trabalhar de menor para ajudar em casa.(60)

Não incentivava, tanto fazia estudar ou não.(70)


F-)O que você aprendeu na escola e nunca mais esqueceu?

Maneira diferente de aprender matemática com peças de madeira.(20)

Procurar ir sempre para o caminho mais fácil, meios facilitador, ser criativo.(47)

Quando a professora escrevia as palavras e os alunos podiam fazer suas próprias histórias.(60)

Nunca esqueceu a matemática foi a coisa mas marcante na escola através dela abriu-se portas para sua profissão.(70)  

Um fato no depoimento da mulher de 60 anos me deixou comovida, relatou que o professor Luís aquele que ela não gostava trouxe um anjinho de gesso para as crianças pintarem nos dias das mães, ela começou a chorar muito, pois não tinha mãe para dar o anjinho, o professor ficou comovido falou que isso tinha que acabar consolou a aluna e pintou para ela.

FRASE MARCANTE : Quando começamos ir a escola a gente começa a entender o mundo. (60)







REFERENCIAS:

WWW.SATOVI.ORG
WWW.M.BRASILESCOLA.UOL.COM.BR
WWW.TODAMATERIA.COM.BR
WWW.BIOTAVARES.BLOGSPOT.COM
WWW.SOHISTORIA.COM.BR/MEDIEVAL
WWW.EDUCABRASIL.COM.BR
WWW. E-REVISTA.UNIOESTE.BR
WWW.NOVAESCOLA.ORG.BR
WWW.4SPEDAGOGIAUNISEPE.BLOGSPOT.COM
WWW.ESTUDOPRATICO.COM.BR
WWW.SFC.BR
WWW.INFOESCOLA.COM/BIOGRAFIAS
WWW.ENCICLOPEDIABRITANICADOBRASILLTDA.COM.BR









sábado, 3 de novembro de 2018

OS GRANDES PENSADORES DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

PAULO FREIRE

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO PEDAGÓGICO




Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacional. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação as parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidos e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra .
Ao propor ums prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele
qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil.
Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-s, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o Educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los



EMILIA FERRERO




Emilia Ferrero, nasceu na Argentina em 1936, é psicologa e pesquisadora, se tornou uma espécie de 
referência no ensino brasileiro. Em suas pesquisas, orientadas por Jean Piaget (1986-1980), concentram o foco no mecanismo cognitivos relacionados a leitura e a escrita.
Suas descobertas levam a conclusão de que a criança tem um papel ativo no aprendizado. Elas constroem o próprio conhecimento-dai a palavra construtivismo.
De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita (livro chave de Emília), toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada que são: pré-silábica, silábica, silábica-alfabetica e a alfabética.
Portanto, estudar as etapas da aquisição da leitura e da escrita é admitir que as crianças são seres pensantes e capazes de aprender, e ajudar para que todo o processo aconteça de forma mais calma e tranquila




COLL, UM DOS PRINCIPAIS COORDENADORES DA REFORMA EDUCACIONAL ESPANHOLA



Foi um dos principais coordenadores da reforma educacional espanhola e consultor do MEC na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, aqui no Brasil.
Escreveu Psicologia e Currículo (ED.ATICA), Ensino, Aprendizagem  em Sala de Aula, (ED.ARTMED).
A preparação de um currículo precisa satisfazer todos os níveis da escola. O que importa é o que o aluno efetivamente aprende, não o conteúdo transmitido pelo professor.
Logo nos primeiros debates da educação brasileira, em meados dos anos 1990, ficou decidido que o modelo para as mudanças seria o implemento na Espanha sob a coordenação de Cesar Coll Salvador, na Universidade de Barcelona.
Das discussões no MEC, as quais, Coll participou como assessor técnico, surgiram os Parâmetros Curriculares Nacionais. desde então, as ideias desse pensador, que já haviam chamado a atenção de algumas escolas de São Paulo, passaram a influenciar toda a nossa rede de ensino.






EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA


No século XX surgiram vários movimentos, experiências e teorias educacionais destinadas a renovar os métodos da escola tradicional. Assim, a herança dos conhecimento pedagógicos do século XIX permitiu que se chegasse no século XX a um conceito bem mais pragmático da educação.
A nova escola e a escola ativa. A chamada "escola nova" abarcou várias correntes pedagógicas. Reagindo contra a organização tradicional do ensino em compartimentos estanques, o médico e educador belga Ovide Decroly criou o método globalizador, que se concentrava no princípio do interesse da criança. Já o francês Célestian Freinet valorizou o ensino baseado em métodos ativos e no trabalho de equipe como meio de formação do educando, centralizando as atividades escolares em torno do uso da imprensa na escola.
A partir do principio de que o ensino simultâneo não levava em conta as diversas aptidões e tipos de inteligência dos alunos, procurou-se estabelecer a "diferenciação pedagógica" em graus e ciclos sucessivos, da qual ja se havia cogitado anteriormente. Nesse sentido, o psicologo suíço Edouard Claparéde, que deu a seu método a denominação de "educação funcional", criou o sistema de grupo móveis. Desse sistema, a pedagogia passou à individualição do aprendizado, no que sobressaiu o trabalho da italiana Maria Montessori, baseado no princípio da auto-educação. Na América Latina, Lourenzo Luzuriaga, Lourenço Filho e Anísio Teixeira foram grandes pedagogos da escola ativa.
Educação em liberdade. O inglês Alexander S. Neill, em sua escola de Summerhill, pôs em prática a educação em liberdade. Aboliu a hierarquia professor-aluno e, portanto, a relação de autoridade na experiência pedagógica, encaminhada a criança à auto-educação, de acordo com seu ritmo individual de desenvolvimento.
O suiço Jean Piaget, destacou-se entre os educadores que preconizaram o respeito à liberdade e à individualidade da criança, defendendo um sistema educativo menos diretivo, menos autoritário e uniforme. Piaget procurou demonstrar que a educação devia ajustar-se às leis e etapas do desenvolvimento psicológico da criança.




ANÍSIO TEIXEIRA



Anísio Spínola Teixeira nasceu em 12 de julho de 1900 em Caetité (BA), filho de fazendeiro, estudou em colégios de jesuítas na Bahia e cursou direito no Rio de Janeiro. Diplomou-se em 1922 e em 1924 já era inspetor-geral do Ensino na Bahia. Viajando pela Europa em 1925, observou os sistemas de ensino da Espanha, Bélgica, Itália e França e com o mesmo objetivo fez duas viagens aos Estados unidos entre 1927 e 1929. De volta ao Brasil, foi nomeado diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, onde criou entre 1931 e 1935 uma rede municipal de ensino que ia da escola primária à universidade. Perseguido pela ditadura Vargas, demitiu-se do cargo e, 1936 e regressou a Bahia-onde assumiu a pasta da Educação em 1947. Sua atuação à frente do Instituto Nacional de estudos Pedagógicos apartir de 1952, valorizando a pesquisa educacional no país, chegou a ser considerada tão significativa quanto a Semana da Arte Moderna ou a fundação da Universidade de São Paulo.
Educação como meta política:
Nos anos de 1920, com a crescente industrialização e a urbanização em todo o mundo, a necessidade
de preparar o país para o desenvolvimento levou um grupo de intectuais brasileiros a se interessar pela educação vista como elemento central para remodelar o país. os novos teóricos viam num sistema estatal de ensino livre e aberto o único meio efetivo de combate às desigualdades sociais. esse movimento chamado de Escola Nova ganhou força em 1930, principalmente após a divulgação em 1932, do Manifesto da Escola Nova . O documento pregava a universalização da escola pública, laica e gratuita. Entre os nomes de vanguarda que assinaram estavam, além de Anísio Teixeira, Fernando Azevedo (1894-1974), que aplicou a sociologia à educação e reformou o ensino em São Paulo nos anos 30, o professor Loureço Filho (1897-1970) e a poetiza Cecilia Meireles (1901-1964).
A atuação desses pioneiros se estendeu por décadas, muitas vezes criticada pelos defensores da escola particular e religiosa. Mas eles ampliaram sua atuação e influenciaram uma nova geração de educadores com Darcy ribeiro (1922-1997) e Florestan Fernandes (1920-1995). Anísio foi mentor de duas universidades: a do Distrito Federal, e do Rio de Janeiro.

HISTORIA

Grécia.
Na Grécia antiga, dada a supremacia do estado, a educação visava preparar os jovens para as relações com a cidade-estado.Cada estado tinha suas características e os sistemas educacionais deviam adaptar-se a elas para preparar adequadamente a juventude. Daí decorrem as concepções de Platão e de Aristóteles, de uma educação uniforme, regulamentada em seus mínimos detalhes pela autoridade estatal e compulsória para todos os homens livres. Platão, na república e nas Leis, mostra a que extremos pode chegar a educação quando extrapola os aspectos essenciais da vida. o cidadão-guarda do estado ideal não tem direito à vida doméstica e aos laços familiares. Aristóteles não chega a esse exagero, mas considera a educação familiar prejudicial à criança.
O sistema educacional educacional que mais se aproximou dessa concepção foi o adotado por Esparta, onde os jovens eram preparados sob a supervisão direta do Estado, numa espécie de acampamento militar:  os rapazes tornavam-se guerreiros, e as moças preparavam-se para se tornar mães de futuros guerreiros. Em Atenas havia leis que dispunham sobre a frequência às escolas dos filhos dos cidadãos livres e os estabelecimentos de ensino eram regulamentados por legislação especial.
Os instrumentos de educação mais em harmonia com a concepção e cultura gregas eram a música e cultura literária e artísticas nacionais, para desenvolver o espírito de lealdade à pátria; e a ginástica para o corpo. Esta era individual, e só indiretamente visava estreitar os laços sociais. À medida que a cultura ateniense avançava, os estudos de natureza intelectual assumiram maior importância e a educação física entrava em decadência. Essa tendência provocou críticas, segundo as quais os jovens efeminavam-se pelo excesso de conforto. Mas uma força desintegradora, a que inutilmente se opuseram Platão e Aristóteles, já comprometera o sistema educacional: retórica dos sofistas.
Na cidade-estado democrática, o orador facilmente se tornava  um demagogo, pois a oratória abria caminho à ambição pessoal, e induziam os jovens às escolas sofistas. A relação cada vez mais estreitas entre os estados gregos aproximaram os ideais cívicos e trouxeram uma concepção mais cosmopolita da educação. O processo completou-se com a perda da independência das cidades-estado, sob o domínio macedônico.
A universidade de Atenas, por exemplo, foi o resultado de uma fusão das escolas filosóficas privadas com a organização estatal para a educação dos rapazes.
Existiram outros centros de alta cultura, sobretudo em Alexandria, onde o contato do pensamento grego com as religiões e filosofias do Egito originou as filosofias místicas, que culminaram no neoplatonismo.
Em Atenas, a educação transformou-se numa retórica vazia, até que a universidade foi fechada por Justiniano, no ano 529.
ROMA:  Quando os romanos conquistaram a Grécia, já encontraram um sistema educacional decadente. No início da república, a educação romana era ministrada na família e na vida social. O pai tinha poder ilimitado sobre os filhos e era publicamente censurado quando fracassava no ensino dos preceitos morais, cívicos e religiosos. Ainda não havia escolas, mas o jovem aprendia a reverenciar os deuses, a ler e a conhecer as leis do país.
Com a importância da cultura grega, a literatura helênica tornou-se o principal instrumento de educação. Surgiram as escolas de gramática, mais tarde suplementadas pelas retórica e filosofia. Estas ofereciam meios de cultura mais elevados a quem não podia estudar em Atenas e Alexandria. No império, as escolas de retórica foram organizadas pelo sistema estatal.
A concepção da cultura retórica é mostrada por Quintiliano, no ano 95 da era Cristã, em sua Institutio oratoria (Instituição oratória), o mais sistemático tratado de educação do mundo antigo. Para ele, o orador deveria ser a síntese do homem culto, sábo e honrado.
Com o advento da autocracia, que logo descambou para a tirania do império, a retórica deixou de representar uma preparação para a vida. As condições da sociedade não admitiam mais tal tipo de educação. Os costumes se corromperam e renasceu o paganismo. Nessas circunstâncias históricas surgiu o cristianismo, que trouxe um renovado sopro de vida.
IDADE MÉDIA: o currículo medieval compreendia, no aspectos secular, as setes artes liberais- o trivium (gramáticadialética e retórica) e o quadrivium (geometria, aritmética, música e astronomia) e a filosofia; e no dogmático, as doutrinas da igreja e das escrituras. A teologia ainda não foram organizada num sistema filosófico, e essa foi a grande obra da Idade Média. As artes liberais representavam um legado da velha educação romana, e seu escopo era mais amplo do que sugerem seus nomes na modalidade. A gramática incluía o estudo do conteúdo e da forma literária; a dialética restringia-se à lógica formal; a retórica compreendia o estudo das leis e dos métodos de composição literária em prosa e verso. A geometria correspondia ao que compreende modernamente por geografia, história natural e botânica. A aritmética consistia apenas em cálculos práticos exigidos pela vida cotidiana. A música não passava de um conjunto de regras relativas a canções sacras, teoria do som e conexões entre harmonia e os números.

PENSAMENTO PEDAGÓGICO MODERNO





Os séculos XVI e XVII tiveram a ascensão de uma classe poderosa que se opunha ao modo de produção feudal. Nesta época iniciou o sistema de cooperação e, dessa forma, a produção deixou de se apresentar em atos isolados  para se construir num esforço coletivo.

René Descartes (1596-1650) escreveu o famoso Discurso do Método que mostrou os passos para discurso e pesquisa, criticou o ensino humanista e propôs a matemática como modelo de ciência perfeita.
O século XVI assistiu a grande revolução lingüística: exigia-se dos educadores bilingüísmo, o Latin como língua culta e o vernáculo como língua popular.
Descartes confirmou o dualismo da filosofia, quando se referiu à relação entre o pensamento e o ser. 
Convicto do potencial da razão humana, criou um método novo, o de conhecimento do mundo substituindo a fé pela razão e pela ciência, mas sofreu influência da burguesia no século XVII, considerada ao lado das ideias progressistas da França, o medo das classes sociais.
Descartes apresentou, pelo Discurso do Método, quatro princípios:
*Não considerar como verdadeiro o que não se conhecesse, ou seja, evitar a precipitação não conceituando o que não se apresentasse claro ou se apresentasse com dúvida;
*Dividir cada dificuldade encontrada em números e parcelas possíveis e necessárias para melhor resolvê-las.
*Conduzir ordenadamente os pensamentos, pelas coisas mais simples e fáceis, e pouco a pouco chegar até o conhecimento das mais complicadas.
*Numerar tudo e revisar, para ter a certeza de nada omitir.







João Amos Comênico (1592-1670) Escreveu a Didática Magna, considerada como método pedagógico para ensinar com rapidez e sem fadiga. Ensinava a "Sombra das coisas", isto é, o conhecimentos das coisas.
O pensamento pedagógico moderno caracterizava-se pelo realismo.
A pedagogia realista pregava a superioridade do domínio do mundo exterior sobre o domínio do mundo interior. Desenvolveu a paixão pela razão e o estudo da natureza. De humanista a educação tornou-se científica. O conhecimento só tinha valor quando preparava para a vida e para a ação.
No século XVII aparece a luta das camadas populares pelo acesso a escola. A classe trabalhadora podia e devia ter um papel na mudança social. Também neste período, surgiram várias ordens religiosas católicas que se dedicavam à educação popular. Muitas dessas escolas ofereciam ensino gratuito na forma de internato. Trata-se de uma educação filantrópica e assistêncialista.



Essa sociedade buscou o domínio sobre a natureza, desenvolvendo técnicas, artes, estudos, como a matemática, astronomia, ciências físicas, geografia, medicina e biologia.

GIORDANO BRUNO
(1548-1600)

Desenvolveu a astronomia, filosofo, matemático, teológo e religioso italiano.
A produção literária volta-se a teoria do heliocentrismo no período de 1583-1585, na Ingleterra. Suas 
ideias que corroboram com as de Nicolau Copérnico (1473-1543) são publicadas como De I'infinito universo e mondi.


GALILEU GALILEI
(1564-1642)

Físico e astrônomo, nasceu na cidade de Pisa, Itália , é considerado um dos fundadores do método
experimental e da ciência moderna. Suas principais contribuições à física dizem respeito ao movimento dos corpos e à teoria da cinemática. Passou a ser um dos pais da mecânica, parte da física
que estuda movimentos e causas. 
Construiu um telescópio, descobriu os satélites de Júpiter e a lei da gravidade.
Em 1589, escreveu um texto sobre o movimento, no qual criticava os pontos de vista de Aristóteles, a respeito da queda livre e do movimento dos projéteis.
Em 1592 passou a ocupar uma cátedra de matemáticas em Pádua, onde iniciou um período magnífico de sua vida científica.









MODERNISMO NO BRASIL




Pode se entender o Modernismo como um movimento literário e artístico  que teve início no século XX com o objetivo de romper com o tradicionalismo. Buscavam a libertação estática, a experimentação constante e, a cima de tudo, a independência cultural do país. No Brasil, o modernismo deu seus primeiros passos com a Semana de Arte Moderna em 1922 na cidade de São Paulo.
Primeira fase (1922-1930):
Com a semana da Arte Moderna em 1922 tem início a Primeira Fase do Modernismo, que também é chamada de Fase Heróica. Pode-se caracteriza tal fase por um maior compromisso dos artistas com a renovação estética inspiradas nas vanguardas européias como o cubismo, o futurismo, o surrealismo e outros.
A linguagem literária tenta romper com o tradicional, sendo algumas dessas mudanças: a liberdade formal, a valorização do cotidiano, reescritura de textos do passado, etc. É também imprtante ressaltar que foi durante este período que surgiram os grupos de movimento modernista, entre eles o Pau-Brasil, Antropófago e Verde Amarelismo.
Segunda fase  (1930-1945):
Chamada de Fase da Consolidação é caracterizada pelo predomínio da prosa de ficção. É nesse período que os ideais difundidos na fase anterior se espalham e normalizam os esforços de antes para redefinir a linguagem artística, que acaba por se unir a um grande interesse pelas temáticas nacionalistas. As novas obras dos autores da Primeira Fase acabam amadurecendo e surgem grandes poetas, com Caelos Drummond de Andrade.
Terceira fase:  (1945 - 1960):
Nesta fase a prosa da sequência às três tendências observadas na Segunda Fase, que são: a prosa urbana, intimista e regionalista, com certa renovação formal. A poesia desse período conta com os poetas que apareceram na fase anterior, afinal eles continuam em constante renovação. Foi criado um grupo de escritores que se autodenominaram de "geração 45", seus membros procuravam por uma poesia equilibrada e séria, sendo até chamados pelas outras pessoas de neoparnasianos.

Algumas características :
* Uma busca por melhores formas de desfazer das "marcas antigas" e substituir por novas formas;
* Os modernistas queriam que as pessoas se adaptassem as suas visões de mundo e aceitassem que
o "novo" também era bom e belo;
* Tentava se desprender ao máximo das heranças do Parnasianismo;
* Revolucionou as artes plásticas, a literatura, o design e até mesmo a organização social.







ESTUDOS  PEDAGÓGICOS ANTIGUIDADE    A educação na idade antiga teve grande importância para o desenvolvimento do homem e da sociedade. ...