Os séculos XVI e XVII tiveram a ascensão de uma classe poderosa que se opunha ao modo de produção feudal. Nesta época iniciou o sistema de cooperação e, dessa forma, a produção deixou de se apresentar em atos isolados para se construir num esforço coletivo.
René Descartes (1596-1650) escreveu o famoso Discurso do Método que mostrou os passos para discurso e pesquisa, criticou o ensino humanista e propôs a matemática como modelo de ciência perfeita.
O século XVI assistiu a grande revolução lingüística: exigia-se dos educadores bilingüísmo, o Latin como língua culta e o vernáculo como língua popular.
Descartes confirmou o dualismo da filosofia, quando se referiu à relação entre o pensamento e o ser.
Convicto do potencial da razão humana, criou um método novo, o de conhecimento do mundo substituindo a fé pela razão e pela ciência, mas sofreu influência da burguesia no século XVII, considerada ao lado das ideias progressistas da França, o medo das classes sociais.
Descartes apresentou, pelo Discurso do Método, quatro princípios:
*Não considerar como verdadeiro o que não se conhecesse, ou seja, evitar a precipitação não conceituando o que não se apresentasse claro ou se apresentasse com dúvida;
*Dividir cada dificuldade encontrada em números e parcelas possíveis e necessárias para melhor resolvê-las.
*Conduzir ordenadamente os pensamentos, pelas coisas mais simples e fáceis, e pouco a pouco chegar até o conhecimento das mais complicadas.
*Numerar tudo e revisar, para ter a certeza de nada omitir.
João Amos Comênico (1592-1670) Escreveu a Didática Magna, considerada como método pedagógico para ensinar com rapidez e sem fadiga. Ensinava a "Sombra das coisas", isto é, o conhecimentos das coisas.
O pensamento pedagógico moderno caracterizava-se pelo realismo.
A pedagogia realista pregava a superioridade do domínio do mundo exterior sobre o domínio do mundo interior. Desenvolveu a paixão pela razão e o estudo da natureza. De humanista a educação tornou-se científica. O conhecimento só tinha valor quando preparava para a vida e para a ação.
No século XVII aparece a luta das camadas populares pelo acesso a escola. A classe trabalhadora podia e devia ter um papel na mudança social. Também neste período, surgiram várias ordens religiosas católicas que se dedicavam à educação popular. Muitas dessas escolas ofereciam ensino gratuito na forma de internato. Trata-se de uma educação filantrópica e assistêncialista.
Essa sociedade buscou o domínio sobre a natureza, desenvolvendo técnicas, artes, estudos, como a matemática, astronomia, ciências físicas, geografia, medicina e biologia.
GIORDANO BRUNO
(1548-1600)
Desenvolveu a astronomia, filosofo, matemático, teológo e religioso italiano.
A produção literária volta-se a teoria do heliocentrismo no período de 1583-1585, na Ingleterra. Suas
ideias que corroboram com as de Nicolau Copérnico (1473-1543) são publicadas como De I'infinito universo e mondi.
GALILEU GALILEI
(1564-1642)
Físico e astrônomo, nasceu na cidade de Pisa, Itália , é considerado um dos fundadores do método
experimental e da ciência moderna. Suas principais contribuições à física dizem respeito ao movimento dos corpos e à teoria da cinemática. Passou a ser um dos pais da mecânica, parte da física
que estuda movimentos e causas.
Construiu um telescópio, descobriu os satélites de Júpiter e a lei da gravidade.
Em 1589, escreveu um texto sobre o movimento, no qual criticava os pontos de vista de Aristóteles, a respeito da queda livre e do movimento dos projéteis.
Em 1592 passou a ocupar uma cátedra de matemáticas em Pádua, onde iniciou um período magnífico de sua vida científica.
MODERNISMO NO BRASIL
Pode se entender o Modernismo como um movimento literário e artístico que teve início no século XX com o objetivo de romper com o tradicionalismo. Buscavam a libertação estática, a experimentação constante e, a cima de tudo, a independência cultural do país. No Brasil, o modernismo deu seus primeiros passos com a Semana de Arte Moderna em 1922 na cidade de São Paulo.
Primeira fase (1922-1930):
Com a semana da Arte Moderna em 1922 tem início a Primeira Fase do Modernismo, que também é chamada de Fase Heróica. Pode-se caracteriza tal fase por um maior compromisso dos artistas com a renovação estética inspiradas nas vanguardas européias como o cubismo, o futurismo, o surrealismo e outros.
A linguagem literária tenta romper com o tradicional, sendo algumas dessas mudanças: a liberdade formal, a valorização do cotidiano, reescritura de textos do passado, etc. É também imprtante ressaltar que foi durante este período que surgiram os grupos de movimento modernista, entre eles o Pau-Brasil, Antropófago e Verde Amarelismo.
Segunda fase (1930-1945):
Chamada de Fase da Consolidação é caracterizada pelo predomínio da prosa de ficção. É nesse período que os ideais difundidos na fase anterior se espalham e normalizam os esforços de antes para redefinir a linguagem artística, que acaba por se unir a um grande interesse pelas temáticas nacionalistas. As novas obras dos autores da Primeira Fase acabam amadurecendo e surgem grandes poetas, com Caelos Drummond de Andrade.
Terceira fase: (1945 - 1960):
Nesta fase a prosa da sequência às três tendências observadas na Segunda Fase, que são: a prosa urbana, intimista e regionalista, com certa renovação formal. A poesia desse período conta com os poetas que apareceram na fase anterior, afinal eles continuam em constante renovação. Foi criado um grupo de escritores que se autodenominaram de "geração 45", seus membros procuravam por uma poesia equilibrada e séria, sendo até chamados pelas outras pessoas de neoparnasianos.
Algumas características :
* Uma busca por melhores formas de desfazer das "marcas antigas" e substituir por novas formas;
* Os modernistas queriam que as pessoas se adaptassem as suas visões de mundo e aceitassem que
o "novo" também era bom e belo;
* Tentava se desprender ao máximo das heranças do Parnasianismo;
* Revolucionou as artes plásticas, a literatura, o design e até mesmo a organização social.





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